
Ontem assistí esse filme com a devida atenção que o mesmo merece. Mexeu muito comigo. E definitivamnete não é um filme infantil.
Fala de uma maneira lúdica, porém bem crítica, sobre todos os montros que existem dentro de nós. Fala de tanta coisa e é tão profundo que com certeza não conseguirei falar de tudo. Mas ao mesmo tempo é simples, como histórias de criança e o amor devem ser.
Há nas profundezas do ser, bichos que não conhecemos. Talvez até tenhamos consciência de sua existência, mas não damos a atenção devida a eles. Talvez pela impressão que são inofesivos. Ou pelo simples fato de ignorá-los mesmo. Temos medo do desconhecido. E nada melhor conhecer algo para que possamos entendê-los e por conseguinte que aconteça um auto-entendimento. É aquela velha história da raiz latina do saber e do sabor. Só se conhece aquilo que se experimenta, se importa, se tem vontade de enxergar.
Inseridos neste contexto, esses bichos, por vezes bons, por vezes ruins; permeiam nossas vidas e por assim dizer nossas atitudes. Regem o que se convecionou chamar de destino, ou seja, o destino vem de dentro pra fora e não o contrário.
Carol, o monstro preferido(e fica claro isso no filme) de Max (o garoto) é uma alegoria à confusão, intempestividade, ciúme, descontroles de raiva, egocentrismo, mas que no fundo há bondade e amor singelo. Alexender (o bode) é o lado carente, leia-se a carência multifacetada: afetiva, de atenção, de cuidados, de crianças, de solidão; ele é solitário e solicitito. Judith é o pessimismo, a frieza, o realismo excessivo, a insegurança, é agressividade , é o baixo astral; é o que nos faz desistir das coisas. Ira é o entusiasmo, é a criatividade , é a alegria que se contrapõe ás as ideias de Judith formando um casal, onde um equilibra o outro em suas exacerbações(Genial!). O touro (não há nome) é a solidão , a comtemplação das coisas, o falar nas horas certas, a melâncolia, o pensamento, o olhar pra dentro de si; ele aparece pouco e fala apenas uma vez. Douglas (O pássaro) é a razão ,a inteligencia, a inventividade , o companherismo, a lealdade e o desprendimento; ele faz Carol fazer as coisas certas, mas Carol é mais forte as vezes. E por fim KW, que nada mais é que o amor materno, sem interesses e protetor; mas com tendencias de abandonar a família para ficar com os amigos (como sua irmã). Por isso há uma tensão estranha entre ela e Carol; principalmente quando ela faz amizade com 2 corujas sabias, que Carol nem Max entendem sua linguagem. ( que é adulta e sem graça e essa rusga revela o ciume que ele tem da irmã e da mãe.)
O melhor é que nem é preciso ser profundo conhecedor de teorias psicológicas para saber que o grande trunfo do filme é que neste mundo fantástico de monstros muito mais tristes que assustadores; é de forma clara a psiqué de Max, que é um menino mimado e que não sabe lidar com nada. Um aspecto revelador e comovente se desdobra na trama, quando o menino é autointitulado Rei. Uma vez que nenhum dos monstros, consegue por sí só mudar a situação de tristeza e infelicidade vivida para um bem comum de todos, portanto o Max é a resposta para essas angustias. Ele constroi, um forte que diz ser contra a invasão de intrusos (no caso namorados da mãe e amigos da irmã) e sugere que todos durmam amontoados. Ou seja ele quer o amor da familia de volta, sem mais ninguém. Egoísmo infantil, normal.
Portanto, todos esses monstros existem dentro de nós e permanecerão conosco durante a vida toda. Eu ví quais mosntros habitam dentro de mim e vi quais quero que see sobreponham sobre os outros e assim como Max, ver que as respostas para meus medos e dúvidas se encontram dentro de mim. Que a vida adulta não é só de decepção e lamúrias; ela é muito melhor quando se tem consciência dessas criaturas ferozes e desconhecidas,assim fazendo a a mesma mais leve e verdadeira .
As tristezas são transições. Não estamos acostumados com a solidão. Mas é importante, pois dela nasce as transfromações mais significativas de toda a nossa vã existencia. Não julgue a solitude como algo deveras ruim… Só quando se aprender a conviver com ela é que daremos valor á comunhão do “nós”, com serenidade, calma e acima de tudo consciênte de suas virtudes e limitações. E se pudessemos ter uma visão além do alcance veríamos que essas transições são necessárias para seu auto-conhecimento e a didática da vida. Elevando-se a um aprendizado maior que no qual é a razão de tudo, que é o amor.
E você? Onde vivem seus monstros?
Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas. (Confúcio)