
Ando assitindo muitos filmes.
Assitindo filmes bons. O Mullholand Drive (Cidade dos sonhos) é um filme que me arrepia, todas as 14 vezes que já assistí. Mas muito mais pelo histórico pessoal do que as devidas significações e inerentes interpretações. Pra mim, ele fala muito mais de “consciência” do que, de amor em sí. Assim como em “Brilho eterno” (mas esse merece um post especial) ele fala de, como não adianta desviar de coisas que já viraram TATUAGEM! Coisas que surgiram e se tornaram parte de sí. E por mais que você pense que foram, algo ativa essas lembranças que à muito se pensara apagadas, e que muito menos fossem capazes de provocar as mesmas sensações e sentimentos outra vez.
É impressionante como, algo que parece mais que enterrado, possa permanecer, tanto tempo intacto no fundo da mente. Ali guardadinho, num canto, empoeirado, ávido para ser ressucitado. Um paralelo cabe perfeitamente, com a animação TOY STORY 2 (que sou muito suspeito pra falar á respeito)uma vez q se trata da história de um garoto que devido às inerentes intempéres da vida, esquece de seus brinquedos, por estar crescendo ou mesmo por substituí-lo por brinquedos mais novos.
Cena: ” Não mais que de repente, surge IZZY, um simpático pinguim de borracha, que estivera a muito no alto da estante (destino cruel para os brinquedos quebrados do menino), em meio à livros e outros brinquedos com defeito, este aparece todo empoierado e tossindo muito. O mesmo permaneceu inerte durante anos, quietinho, aparentemente sem vida. Sua simples visualização, foi capaz de despertá-lo. O crime dele? Estar com uma caixinha sonora quebrada. O sentença? O gélido e alto ar de cima da estante.”
Qual seria o conceito de defeito? . Vejo que seja tão subjetivo quanto a maioria das palavras de lingua latina.
Bom mas voltando ao Lynch, não vou dar uma de SPOILER de filmes, então só digo, que na minha opinião tudo isso tem a ver! Por mais que se lute, contra (o que acontece na maioria das vezes) não há um por que. Pois, que for pra ser será e tudo caminha pra um ponto de equilíbrio. As pessoas vêm a vão em nossas vidas, as que ficam são raríssimas e as que se esforçam para dimuinuir as distancias e de estilo de vida mais ímpares ainda. Então aproveite.
Pode ser que você tenha guardado a muito, algum “Izzy” no seu porão. Pode ser que ele esteja lá e vc jura que perdeu. E ainda mais, pode ser, que você que quis escondê-lo, junto com todas as lembranças pertinentes e colocar alguns objetos em cima afim de encobrí-lo, mas… se você acha algum item assim, perdido… A nostalgia vem como de assalto, e revivemos toda uma história, um cheiro único, uma palavra , um beijo, um afago, um silêncio, um momento em que temos certeza que éramos muito mais felizes. Que eramos amados, em que éramos plenos.
Mas, lutar é preciso?
Resistir têm algum resultado pragmatico?
Eu não quero esquecer NADA!
(Ouvindo 3namassa – Certa Noite ( Karina Falção )
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