Sinto em cada personagem um fragmento de mim nessa história extremamente familiar.
Pra quem não sabe o porque de tanta identificação, eu revelo: já fiz uma viagem dessas para tentar esquecer uma pessoa. Arranjei dois empregos, fazia cursinho, tentava ocupar o máximo possível o meu tempo. Partí em busca de algo que eu nem sabia pra que, nem o que o que era…Atravessei rua, sem saber quem ou o que me esperava do outro lado. Caí de cabeça no precipicio do amor, mesmo sabendo que o chão estava próximo demais. Mas no final (lê-se final começo desde ano)descobri que buscava na verdade, um “eu” há muito perdido, no meio de tantas concessões e acordos de paz; entulhado entre tudo o que tive que ceder e introceder para pequenos momentos de felicidade pudessem acontecer, agora já estranhamente esquecidos do outro lado do rio. Mas é sempre assim, tudo se esquece.
Talvez tenha mantido por tanto tempo uma relação fadada ao desalinho por medo. Medo da solidão, medo de arriscar, de trocar o certo pelo duvidoso. Mas uma vez que conseguimos enchergar que o certo, não é tão previsivel assim, concluímos que não havia motivo para tanta insegurança. Pois sempre que as coisas não andam bem, tendemos a esperar que o tempo dê jeito. Mas não. O tempo dá jeito no que se quer dar jeito, mas não pode dar jeito na essência da pessoa, aquilo que é característico, instrinsêco do ser. Seria possivel mudar algo que nasceu conosco afim de aceitar uma verdade alheia a sua? Como saber se essa tal verdade é verdadeira ? Tudo é um ponto de vista!
De certo que as pessoas são diferentes assim como os estilos de vida mas, TODA relação existe para que possamos nos sentir bem, serve para termos um porto seguro nos tempos de tribulações cotidianas… A vida já é demasiada complicada para procuramos mais problemas com alguém seja lá ele/ela quem for. Como já diria Neruda: ” Quanto mais você me amar, mais eu te amarei, pois amor é assim espelho; tem que ter reflexo…” Acho que desejo uma coisa normal por conseguinte sei que todos querem o que eu quero…
O que posso fazer se sempre quero tudo de tudo? Porque se contentar com migalhas?
Um dia me falalam:” Estou cansado de me adaptar ao estilo dos outros, será que alguem um dia vai gostar de mim do modo que eu sou?” E eu respondo: Não.
Ás vezes tenho a sensação que cedo mais que recebo, não sei se isso é normal mas venho sentindo isso frequentemente nesses 2 ultimos anos. Odeio quando as pessoas usam de minhas evidentes qualidades e as transformam em defeitos imperdoáveis.
(…)
As pessoas têm diversas formas de encarar ou não os problemas, assim como mostrado na pelicula. Umas procuram ocupação fisica afim de causar esgotamanto mental para esquecerem amores impossiveis; algumas se entregam à bebida afim de afogar nela toda mágoa e/ou resquício de desamor na vida encontrada; outras mentem, enganam e traem as pessoas acreditando nas próprias mentiras de tal forma que terminam por viver tais ilusões como se fossem reais;
Vamos para os personagens:
Lizzie ( Norah Jones ): Após, uma decepção ela parte para uma andança meio sem destino em busca que algo impalpável, que ao meu ver é uma alegoria bem clara da busca de si mesmo á muito esquecida por um convívio desgastado.
Sue Lane ( Rachel Weiz ) (*___*): É sufocada por um amor inexistente. O apego excessivo de seu marido obcecado pela imagem menina indefesa/masoquista. Não o ama amar, quiçá não sabe o que é o amor. Como não teve nehuma referencia sobre o mesmo acha q amor é posse, e se sujeitas à diversas formar de coação. Acha definitivamente que amar é sofrer. Se envolve com outro homem, circulando com o mesmo na frente de seu Ex marido. No fim , descobre o que significa AMAR.
É engraçado esse lance de referencia de relacionamento. Eu tinha um, mas se foi.
Leslie ( Natalie Portman ) (*___*) Usa uma mascara. Disfarça sua frustração com vicios, mentiras e fingindo ser outra pessoa. Se julga forte e destemida, quando na verdade é uma fraca. Luta contra seus sentimentos e faz-se de desapegada dos laços afetivos.
Nos escondemos de diversas formas, contruimos castelos de areia. Tudo pra se proteger.
Jeremy ( Jude Law ) Espera. Sempre espera. Não se deu tão bem em seu relacionamento anterior. Mas tem esperança de reaver sua ex. Cheio de manias… Manias de passoa sozinha. Se fecha e perde um pouco a alto-estima.
Arnie ( David Strathairn ) Possessivo, não aguenta a pressão quando sua amada o deixa. Seu potencial agressivo aliado a tendências alcoolatras, é um clichê. Casado a muitos anos, controla a vida de sua esposa. A separação é dolorosa e cheia de “bad trips” . E vê na bebida o alivio imediato ao vazio que a falta de Sue lane faz, pois fez dela o seu mundo e nele se atirou.
As relações hoje em dia são muito egoístas. Não falo de relacionameto amoroso, falo qualquer um. É raro, na contemporeneidade algo sem interesses.
O Relacionamento entre as pessoas cada dia que passa, torna-se mais dificil. Seja ele afetivo, amigavel, familiar…. e sabe pq? pq as pessoas hoje tem tanta facilidade em trocar umas pelas outras, que esse lance de conquistar o afeto, a admiração, não é mais importante… Não há cumplicidade, há uma brigas de egos.
…dependemos das pessoas para que elas nos falem o que somos, como em um espelho. Hoje gosto mais do que nunca do reflexo que vejo… Apenas tento ser o melhor que julgo . Pois tudo que começa com muito pode acabar muito pior.
lendo A Insustentavel leveza do ser – Milan Kundera
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