
Não tenho que reclamar desse ano que passou. Ouso dizer que foi um ano de SATORI: “O Satori é uma espécie de percepção interior – não naturalmente a percepção de um objeto específico, mas, por assim dizer, a faculdade de sentir a verdadeira realidade. É uma percepção de ordem mais elevada.”aquele auto-conhecimento essêncial que abranda, semeia e abre as sinápses para entendimentos superiores. Tenho buscado incessantemente a etmologia das coisas, e ví que me faltava o uma compreensão que permeava quase tudo a minha volta… Vamos aos pilares desse conhecimento:
*Magia: há uma confusão muito grande quando essa palavra é usada, não por acaso sempre ou quase isso, é usada de maneira errada. Não digo na raiz, mas um dos primeiros sinônimos e/ou descrições de magia refere-se como “a arte”. E definitivamente isso se dá de maneira literal. Creio que TODA a forma de arte têm muito de mágico, seja ela a escrita, a música, a fotografia , as artes plasticas seja literalmente magia. E tanto uma como a outra (arte e magia) permaneça no mesmo conjunto das irracionalidades óbvias que compõe a ciência de manipular simbolos que alterem um estado de consciência ou seja que mexam com mais de um sentido ao mesmo tempo, provocando reações. Por isso, essa história de fotografia tem me feito tão feliz, por ser uma experiência antropológica/antropofágica: conheço pessoas, engulo o que acho ser bom e a troca simbiótica acontece. Isso é magia. E mais que isso: a linguagem é algo tão louco,tão complexo e tão simples, que a maior descoberta mesmo foi saber que as pessoas de um modo geral, nunca sabem o que realmente querem e que meu trabalho não é dar o que as pessoas querem ver, caso o fosse seríamos todos artistas, meu trabalho é dar o que as pessoas necessitam. Que desafio! Entendo por magia; encantar, manipular palavras pra mudar a consciência das pessoas. Eu acredito que um artista, escritor, músico, fotográfo e etc são o mais perto do que você poderia chamar de um xamã do mundo contemporâneo.
*Fernando x Fernando: essa, embora simples e até óbvia, por aspectos que vão dos biológico-evolutivos aos psicológico-sociais, é dotada de uma maior complexidade sistêmica, especialmente se comparados à primitiva estrutura que o homo-sapiens do gênero masculino é cobrado na sociedade da era II, pós-funk. Ou seja, nunca soube agir friamente quando se trata de mulher, pois nunca precisei me esforçar muito pra isso. Embora não muito experiênte nessa arte primei pela qualidade à quantidade, hoje sou obrigado a acreditar que os aspectos culturais sobrepõem-se aos fisiológicos, e na maioria das vezes, basta a mulher ter certeza de que está na companhia certa para entregar-se de alma e corpo, e que sua postura e atutude contam muito mais que os fatores lidos nas revistas especializadas. Dica: não as leiam, pois só vão te deixar com mil complexos e um sem número de condições impostas de beleza, roupas e amenidades que pouco importam no final das contas e só uniformizam as pessoas; quando a graça é exatamente essa diversidade. Não leiam materias sobre performances além dos limites no sexo; sobre como satisfazer uma mulher plenamente na cama com guias da anatomia feminina, ou um mapa para localizar o emblemático “ponto G”, pois quando uma mulher se sente protegida, envolvida e a vontade, o único lugar que deveria ter a preocupação em acariciar seria a zona erógena mais importante de uma mulher: a cabeça.
E das experiências empíricas que posso dar um “share” e de forma bastente substancial é a parte da mudança de atitude: passar de menino para homem, de beta para alpha. Por mais que você se comporte como um moleque fanfarrão na maior parte do tempo, e às vezes até como uma garotinha chorona ao ver vídeos de gatinhos na internet, diante de uma dama, comporte-se como homem. Não digo para se um ogro em público ou cuspir no chão sem cerimônia, basta manter a postura, saber calcular a intensidade “das coisas” e ter a sensibilidade em escolher a mais adequada “força” para cada momento e não ficar de frescuras na presença da moça. Tenha sempre em mente: a donzela é ela, não você, portanto nada de dar escândalo por ciúmes ou inventar uma D.R. a caminho do motel. Sua atitude vai contar infinitamente mais que a roupa que você usa, o carro que você tem ou qualquer outro aspecto que diz respeito às exterioridades. Mantenha-se coerente em seu discurso, passe verdade em suas palavras e em seu olhar e acima de tudo saiba ouvir.
Longe de mim querer empurrar as minhas verdades para ninguém, mas como disse funciona tão bem comigo que talvez você aí que me lê (?) se identifique ou não. Eu quero é ir contra o senso comum e por mais “old-fashioned” que seja a minha filosofia barata, compartilhar experiências é sempre bom. Feliz ano novo.









