Embora a seja labareda niethiana me revolvendo cada vez mais em direção à erupção e precisando sempre me justificar pelo o que sou, é muito mas muito dificultoso por vezes ser adulto. Era tão mais fácil ser criança. Era só chorar.
Por mais que ainda chore, por dentro e por fora, por tristeza ou por ouvir esse trovão e que já choveu por aqui, é muitíssimo dificil ter sempre que ser o forte, calmo e sensato. Principalmente quando há um misto de intempéres que acontecem juntas: saudade, toque, voz, cheiro, querer e o contrário também.
Ser adulto é abdicar de um sem número de desejos em prol de uma normalidade muito, mas muito suspeita. Vivemos para conter nossos impulsos e vontades e nós como gados dentro da cerca somos educados/adestrados de modo a reprimir qualquer tipo de “fraqueza” e mostrar sempre que “está bem” . Fingimos o silêncio quando queremos gritar; fingimos indiferança quando queremos estar perto; perto, fingimos não gostar e gostando não podemos demostrar muito para não sufocar.É um medo de ser brega que todos têm, mas é tão bom o ser. Que difícil pensar em tanta coisa em tão pouco tempo.
Tenho que ser adulto e fingir algumas coisas também…Só não queria endurecer.
